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por Suelen Castilho. Tecnologia do Blogger.

Oculare

Olhares que se cruzam...
Metade deles desperdiçados,
Despedaçados
Assim como abril,
Que vão e não voltam.
Assim como a ventania da noite fria
Que apenas uiva, amendrontando-os.
Pobres olhares...
Em busca daquilo que não se sabe
Em busca daquilo que nunca viu.
São levados sem direção, na tentativa da sobrevida.
Numa contínua tarefa de nunca se perder
Não se deixam encontrar.
Pobres olhares...
Encurralados, vazios e sozinhos.

Próprios planos


De olhar vago e perdido, ela decidiu que admiraria as estrelas. Aguardou o anoitecer e seguiu rumo à praça principal da cidade. Lugar calmo, de poucas pessoas, que procuravam pelo mesmo.
Diana, também conhecida como a deusa da lua, não sabia exatamente o que queria. Sentia a necessidade de entrar em contato consigo. Precisava!
Menina doce, de coração tranquilo, acreditava na forte ligação dos corpos celestes.
Deitou na grama e entrou em outra dimensão.
Viu um mundo diferente, de corações compartilhados. Puros, assim como sua alma.
Sem desilusões e incertezas.
Pediu licença para bailar a dança das nuvens, que assim como seu corpo, se movimentava com precisão.
Acordes e gaitas.
Passando por cima de absurdos.
Acreditou que aquilo era o bastante. Porque desejou que fosse.
Sem preocupação com o tempo e os sentimentos carregados, lembrou de todos os acasos.
Dos encontros e daquilo que não aconteceu.
Ao avistar a estrela cadente que com rapidez cortou o céu, fez seu único pedido.
E despertou.

Quis dizer

Estou precisando conversar com alguém que me entenda.
Que não analise cada palavra minha. E não me julgue pelos meus defeitos.
É tão difícil não fazer juízo de valor?
Quero dividir a mesa com pessoas desconhecidas, discutir assuntos que não domino e só passar o tempo.
Quero andar sem direção, sem ter que acertar o caminho.
Quero acompanhar a vida. Somente a sua.
Quero quando errar, poder recomeçar. Do zero, sem marcas.
Não quero ser milimetricamente aquilo que não sou.
Não quero!
E por favor, não me deixem ser.
Tenho pavor de gente assim.

Sol na casa 1, lua na casa 4

Fecho os olhos e por poucos segundos esqueço de tudo que eu queria que fosse diferente.
Distribuo sorrisos e finjo que está tudo bem.
Quando na verdade, meu coração está despedaçado, implorando por carinho.
Suplicando por atenção.
Essa comédia dramática que tens tornado minha vida anda perdendo a graça.
Cansei de brincar. Cansei de lutar pelo que não deu certo. Nem dará.
Mas quando eu desisto é só da boca pra fora.
Porque conscientemente eu espero por respostas. E elas nunca chegam.
Pedirei aos deuses, na tentativa que eles me ouçam.  E se não ouvir, gritarei.
Antes que seja tarde demais.

Invisível part. III


O que é real e o que é ilusão nesse script?
Algo me diz: - Trabalhe com o cenário!
Decidi representar o ambiente em que a história acontece com uma iluminação que estabelecesse relações. 
Entremeados entre a luz e a sombra.
Escolhi a música para enfatizar as cenas e sublinhar os sentimentos expressos.

Estava procurando a salvação.
Ah! A salvação.


'Ainda que eu falasse a língua dos homens e falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria. '