Olhares que se cruzam...
Metade deles desperdiçados,
Despedaçados
Assim como abril,
Que vão e não voltam.
Assim como a ventania da noite fria
Que apenas uiva, amendrontando-os.
Pobres olhares...
Em busca daquilo que não se sabe
Em busca daquilo que nunca viu.
São levados sem direção, na tentativa da sobrevida.
Numa contínua tarefa de nunca se perder
Não se deixam encontrar.
Pobres olhares...
Encurralados, vazios e sozinhos.
29.10.11
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