Vendem-se sonhos. De porta em porta. Empilhados em caixas de papel
Sem instruções e recomendações de uso
Desprestigiados, jogados ao vento, sem algum cuidado
Sem precauções. Sem significados. Mal armazenados
Oferecidos aos gritos.
Inacabados. Banalizados
Comprados apenas por um delírio de consumo
Como um objeto, um acessório qualquer
Que um dia terá utilidade. Não agora.
Expostos como uma fotografia na parede
E assim vão se revelando, desenhados na luz.
Visíveis à olho nu, vão acumulando poeira e causando reações alérgicas.
Provocam hipersensibilidade e são deixados de lado, sem sequer terem sido usados.
3.12.11
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Lindo. A única coisa real são os sonhos, os quais a natureza não pode tocar com sua decadência.