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por Suelen Castilho. Tecnologia do Blogger.

It's all right! Or not...


Não pensa, não fala, não olha. E assim, mantêm sua arma mais devastadora; a indiferença.
O ritmo cardíaco continua, a respiração e a vida. E você está out.
Colocado à força para fora.
Lágrimas e dramas.
Tornou-se refém do orgulho.
Alheio aos problemas mesquinhos, o mundo não pára. Nem o tempo.
E você continua out
A menina que já não sabe mais, diz: - Não me permito entristecer.
Mas já fez isso, antes que tivesse percebido.






Pequenas doses


Poderia parar de falar do amor, da esperança e dos bons sentimentos.
Afinal, vivemos rodeados da maldade, do insucesso, da infelicidade.
E engolimos em pequenas doses. Mínimas, sem tira gosto.

Poderia parar de falar dos sonhos, da verdade e dos seres de bom coração.
O mundo é egoísta demais e têm horas que parece perda de tempo.

Poderia parar de questionar e ter opinião própria.
Absorver e aceitar tudo parece bem mais fácil.

Poderia parar de rir e tentar ser feliz.
Isso incomoda pessoas ao redor e acaba afastando-as.

Poderia parar de dançar.
Porque o ritmo da sua música é diferente do meu.

Poderia parar de escrever.
Ninguém lê, ninguém se importa.

Mas aí, eu me tornaria igual aos demais.
E isso me parece terrível.

Ah, se eu soubesse lhe dizer


Têm dias que me sinto assim.
A inconstância dos fatos me assombram.
Tenho medos banais e danos irreparáveis.
Ninguém percebe. O coração sempre engana. O sorriso também.
A gente sempre disfarça melhor do que a cena combinada.
Faço parte do théatron. Há uma linha tênue entre real e imaginário. Sou essa confusão.
Mas sigo resistindo.
A tudo, a todos.

Das escolhas da vida


Estava sempre rodeada de pessoas diferentes e até mesmo incompatíveis, mas conseguia uni-los.
Tinha o jeito de ser adorável quando queria. Era de uma personalidade insólita. Acreditava na bondade, no amor, na felicidade e nas pessoas.
Achava ignorância toda e qualquer tipo de submissão e alienamento. E assim era julgada. 
Achava tolice discussões, ninguém nunca iria te ouvir. Assim como achava todos uns tolos, não merecedores, mas que se faziam acreditar merecer.
Os outros e suas convicções supremas. Bobinhos...
Tinha uma timidez na dose certa. Oras queria se refugiar, oras queria se aparecer. Nunca se escondeu de pessoas. Acreditava que só era possível ver aqueles que deixavam ser vistos. Assim como no amor, onde só recebem afago e carinho aqueles que se permitem. Acreditava nas suas vontades, acreditava na sintonia. Não tolerava aqueles que falavam e não mantinham suas vozes. E além disso, aqueles que distorciam argumentos para poder se fazer valer. Porque eles nunca estavam errados.
Como se isso fosse preciso. Como se isso fosse necessário...
O tempo passou, e ela continua rodeada de pessoas diferentes, porque seu coração é mutável. 
Ela continua rodeada. 
E aqueles que eram donos da verdade, esses, estão lá, tentando (sobre)viver
Sozinhos, amargurados.



The Laughing Heart



'Sua vida é a sua vida. Não deixe que ela seja esmagada na fria submissão.'
                                  (Charles Bukowski)